...depois da depressão vem tudo... tudo o que tentarmos ou que quisermos... ou tudo o contrário... depende...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Pedaços..
(...)"Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho."(...) By Fernando Pessoa
Abandono VS Amor

“o abandono é não ter alguém a quem amar!”.
Á partida, poderíamos concordar com esta afirmação, mas eu pergunto, o facto de não termos alguém a quem amar, como nos pode levar a pensar em abandono? Bem, tudo depende do significado que dermos as palavras amor e abandono. Podemos nós conscientemente ou não, não amar alguém?; podemos não ter o chamado amor próprio, mas podemos amar alguém, nem que seja platonicamente!; podemos inclusivamente amar alguém, e no entanto sentirmo-nos abandonados, ou pela sorte, pelo próprio amor, pela própria alma, ou gelados pelos ventos que sopram de encontra o coração!!
Sentirmo-nos abandonados, é por vezes, não conseguir fazer passar as mensagens do que sentimos ou pensamos, a quem queremos, ou a qualquer alma que seja... é quando a comunicação falha e se perde aleatoriamente, ou chega distorcida e ai nos sentimos incompreendidos, e ficamos numa ilha, completamente isolados. Certamente que ninguém absorve e interpreta a informação da mesma maneira, mas a ideia central e fundamental, deveria chegar de igual maneira para todos. Teremos códigos diferentes, certamente que sim, mas não serão eles de maneira geral universais!? Na minha opinião, não posso concordar que o abandono passe por não termos alguém a quem amar e vice verça, mas o que é a minha opinião!... By xbs
Sentirmo-nos abandonados, é por vezes, não conseguir fazer passar as mensagens do que sentimos ou pensamos, a quem queremos, ou a qualquer alma que seja... é quando a comunicação falha e se perde aleatoriamente, ou chega distorcida e ai nos sentimos incompreendidos, e ficamos numa ilha, completamente isolados. Certamente que ninguém absorve e interpreta a informação da mesma maneira, mas a ideia central e fundamental, deveria chegar de igual maneira para todos. Teremos códigos diferentes, certamente que sim, mas não serão eles de maneira geral universais!? Na minha opinião, não posso concordar que o abandono passe por não termos alguém a quem amar e vice verça, mas o que é a minha opinião!... By xbs
Para além de...
Mais Além...
Há sempre algo que nos deixa divididos, entre o ir e o ficar, entre o querer e o não querer, entre o gostar e o não gostar, entre outras contradições que vagueiam nos nossos sentidos e na nossa alma ao longo da nossa vida.
Seremos nós capazes de não construir fronteiras em redor de nós próprios limitando-nos a visão para o mais além?! Teremos nós próprios a consciência de que realmente as construímos, limitando-nos o campo de visão e de actuação?!
Bem na minha opinião poderão existir enumeras razões ou factores condicionantes para que tal aconteça, obviamente não os vou expor aqui, porque realmente tenho a consciência que existem. Será que todos nós a temos?!! E porque os aceitamos?!!
Gostamos mais de concordar com opiniões alheias em vez de conscientemente as termos nós próprios?!! É mais fácil?! Será que nenhum de nós ou realmente poucos conseguem ver mais além, atravessando as fronteiras da própria e limitada visão?!!
Uma coisa é certa, essa fronteira, na minha opinião existe, e além do mais, limita-os a alma, dissuadindo-nos de tomarmos a coragem de realmente nos enfrentarmos a nós próprios, os nossos medos, os nossos maiores receios, o que realmente gostamos, a nossa própria condição e o pior de tudo deixando-nos a sofrer, por nem se quer tentar-mos conquistar o que vai no nosso coração...
É sempre mais fácil seguirmos os conselhos “sábios” de alguém e não termos a responsabilidade imediata dos nossos actos, não ultrapassando as barreiras da nossa visão(...) By xbs
Há sempre algo que nos deixa divididos, entre o ir e o ficar, entre o querer e o não querer, entre o gostar e o não gostar, entre outras contradições que vagueiam nos nossos sentidos e na nossa alma ao longo da nossa vida.
Seremos nós capazes de não construir fronteiras em redor de nós próprios limitando-nos a visão para o mais além?! Teremos nós próprios a consciência de que realmente as construímos, limitando-nos o campo de visão e de actuação?!
Bem na minha opinião poderão existir enumeras razões ou factores condicionantes para que tal aconteça, obviamente não os vou expor aqui, porque realmente tenho a consciência que existem. Será que todos nós a temos?!! E porque os aceitamos?!!
Gostamos mais de concordar com opiniões alheias em vez de conscientemente as termos nós próprios?!! É mais fácil?! Será que nenhum de nós ou realmente poucos conseguem ver mais além, atravessando as fronteiras da própria e limitada visão?!!
Uma coisa é certa, essa fronteira, na minha opinião existe, e além do mais, limita-os a alma, dissuadindo-nos de tomarmos a coragem de realmente nos enfrentarmos a nós próprios, os nossos medos, os nossos maiores receios, o que realmente gostamos, a nossa própria condição e o pior de tudo deixando-nos a sofrer, por nem se quer tentar-mos conquistar o que vai no nosso coração...
É sempre mais fácil seguirmos os conselhos “sábios” de alguém e não termos a responsabilidade imediata dos nossos actos, não ultrapassando as barreiras da nossa visão(...) By xbs
Visões ou ilusões
Podemos olhar em frente, e ver sempre o mesmo, sem nos apercebermos do que realmente temos diante de nós; podemos simplesmente ignorar o que vemos, sem sentir, sem sequer querer perceber; podemos preocuparmo-nos em olhar para trás com medo das sombras que nos perseguem e fugir, escondendonos pelos cantos da vida; invariavelmente, voltamos a perdernos de tudo o que nos rodeia, e deixamos de ter rumo; Olhando em frente, e a cada momento, vamos perdendo caminhos que surgem por estarmos centrados em olhar unicamente numa direcção; ou por acharmos que é a melhor, ou por seguirmos certos ideais; se estamos correctos ou não, ao longo do tempo vamos descubrindo, caimos, levantamo-nos, e prosseguimos caminho indeterminadamente, sem forma de aprendermos, ou não... By xbs
Allan Poe (traduzido em espanhol)
Quinta-feira, Outubro 27, 2005 
Un Sueño en un Sueño
¡Recibe en la frente este beso!
Y, por librarme de un peso
antes de partir, confieso
que acertaste si creías
que han sido un sueño mis días;
¿Pero es acaso menos grave
que la esperanza se acabe
de noche o a pleno sol,
con o sin una visión?
Hasta nuestro último empeño
es sólo un sueño en un sueno.
Me encuentro en la costa fria
Que agita la mar bravia,
Oprimiendo entre mis manos,
Como arenas, oro en granos.
¡Que pocos son! Y alli mismo,
De mis dedos al abismo
Se desliza mi tesoro
Mientras lloro, ¡mientras lloro!
¿Evitare ¡ oh Dios ! su suerte
oprimiendolos mas fuertes?
¿ Del vacio despiadado
Ni uno solo habre salvado ?
¿ Cuanto hay de grande o pequeño
Solo es un sueño en un sueño ?
by Allan Poe
O Verdadeiro Sonho!?!?

Un Sueño en un Sueño
¡Recibe en la frente este beso!
Y, por librarme de un peso
antes de partir, confieso
que acertaste si creías
que han sido un sueño mis días;
¿Pero es acaso menos grave
que la esperanza se acabe
de noche o a pleno sol,
con o sin una visión?
Hasta nuestro último empeño
es sólo un sueño en un sueno.
Me encuentro en la costa fria
Que agita la mar bravia,
Oprimiendo entre mis manos,
Como arenas, oro en granos.
¡Que pocos son! Y alli mismo,
De mis dedos al abismo
Se desliza mi tesoro
Mientras lloro, ¡mientras lloro!
¿Evitare ¡ oh Dios ! su suerte
oprimiendolos mas fuertes?
¿ Del vacio despiadado
Ni uno solo habre salvado ?
¿ Cuanto hay de grande o pequeño
Solo es un sueño en un sueño ?
by Allan Poe
"Fugir"
"De repente, fugir tornou-se uma dignidade. Já ninguém aguenta uma derrota. A persistência; a determinação e, sobretudo, a bendita paciência são hoje qualidades desprezíveis. Aguentar e esperar pela próxima oportunidade consideram-se teimosias gananciosas; arrogâncias; estupidezes."
By Miguel Esteves Cardoso
Fonte Diário de Notícias
"Elogio ao amor"
Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso)"
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea porsopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amorfechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor éamor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como nãopode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não sepercebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor éa nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
By Miguel Esteves Cardoso
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